Matthew Thomas é designer de interfaces de utilizador, tendo inclusivamente desenhado a interface do Wordpress—o CMS deste blog, e estima-se que, pelo menos, mais uns 50 mil.
Pela contingência de avaria do seu iBook, Matthew está a utilizar um portátil, emprestado pelo patrão, onde tem o Ubuntu Linux instalado.
Em "My first 48 hours enduring Ubuntu 5.04", Matthew expõe, do alto da sua experiência e conhecimento em interfaces de utilizador, 69 problemas do Ubuntu—dos quais devo confirmar que, tal como ele suspeita, a maior parte são problemas mesmo do ambiente gráfico GNOME (tive o "prazer" de confirmar a presença dos mesmos no meu Fedora+GNOME). Destes 69 problemas, vou apenas citar o 69º—"sexagésimo nono", só para mostrar que eu sei ler ordinais ;)—do qual sei que o meu Fedora, mesmo acabadinho de instalar que seja, não padece:
69. It’s brown.
(É castanho.)
A leitura atenta deste artigo, especialmente para os utilizadores de Linux+GNOME (mas também indeed para os de Windows, ou Mac OS), entre outros "sentimentos", demonstra que na verdade é difícil agradar a gregos e troianos, na medida em que encontramos—falo por mim—algumas características de interfaces de utilizador que nós apreciamos, mas que, aos olhos de um perito, são um problema, provado "por A mais B"; um exemplo disso, no meu caso, é algo semelhante com o item nº 37: ao contrário do comportamento que Matthew descreve do Ubuntu, o meu Fedora, por defeito, vai deixando as pastas sempre abertas, o que me enerva, mas que, aos olhos dele, seria o comportamento ideal para a maioria.
P.S., ou um início alternativo para este post:
Matthew Thomas é designer de interfaces de utilizador… na Canonical, que patrocina o Ubuntu Linux. ;)
P.P.S. (off-topic):
Hoje estive a remodelar um pouco o aspecto/organização do meu desktop, por forma a aproveitar o máximo de espaço possível. Fiz o melhor que pude, mas com algumas limitações um bocado estúpidas—exemplo: se diminuo a barra de tarefas para menos de 16 pixels de altura, os ícones da área de notificação, não diminuindo de acordo a partir desse medida, ficam horrivelmente cortados (os outros diminuem bem).
(Definitivamente, não me devia ter desfeito do meu CRT de 17" em prol de um TFT de 15"—/me precisa de mais que 1024×768…)
artigo interessante…
essa de ser castanho.. eu tb nao gosto do theme default do XP.. ainda bem que se podem mudar e por como nos gostamos :)
já que não se pode agradar a gregos e a troianos, uma boa interface é uma que permita ao utilizador personalizá-la a seu gosto.
mas muitos dos problemas que ele aponta são mesmo de raíz.. o gnome podia era pensar em contratá-lo para rever a sua interface.. antes que o KDE o faça. :P LoL
Não concordo nada com o item 20:
"20. A lot of technical gibberish is displayed when the computer starts up, and when it shuts down."
Eu, tal como muita gente (incluindo alguns reputados tipos da área dos GUIs como o Jef Raskin), acho que as mensagens de arranque são até bastante importantes para o utilizador leigo. Mesmo não entendendo nada do que lá aparece, cria a sensação que o sistema está em movimento e a fazer coisas importantes :)
Só lhe dou razão se a máquina arrancar em poucos segundos, como é o caso dos Macs recentes. Aí basta uma scrollbar que mal chega a aquecer lugar no ecrã.
Pois, também discordo um pouco, nesse sentido, desse ponto—apesar de que, logo para começar, acho que, aser um defeito, isto é obviamente um defeito do Linux no geral (se calhar ele dependia da colocação deste item para ficarem 69 certos :P)
Discordo porque, pelo menos no Fedora, esse "testamento" não aparece por defeito—por defeito, aparece um ecrã gráfico com uma barra de progresso, com um comando 'Mostrar detalhes' para ver um arranque verbose.
E discordo porque eu próprio, tanto agora como nos meus tempos de iniciado ao Linux, utilizava esse technical gibberish para diagnosticar/descobrir problemas—até porque, pelo menos na distribuição que utilizo, esse gibberish até nem é tão hieroglífico quanto isso (a título de exemplo, se eu entrar no modo de detalhes, todos os passos de arranque bem sucedidos são marcados com OK [a verde], enquanto os que não forem o são com FAILED [a vermelho], o que chama a atenção do mais leigo para que algo não está bem.)
É, mas no Fedora que uso normalmente a primeira coisa que fiz foi logo desligar o modo "silent" e recentemente até desliguei mesmo o rhgb (porque gosto de ver o texto a rolar, e porque o rhgb teimava em "acender e apagar" o "modo detalhado" a meio, o que já se tinha tornado numa espécie de "pet peeve"), mas isto jé é outra conversa :)
Pois, ele faz isso quando encontra um problema—p.ex., quando precisa de fazer uma verificação ao sistema de ficheiros…
Pois, mas no meu caso faz sempre quando o kudzu corre para ver se existe novo hardware.
Há sempre a hipotese de desligar o kudzu.