A lei já entrou em vigor no dia 1 de Setembro de 2006, mas só hoje li o também recente artigo no Quirks Mode. Consta então que desde o dito dia 1 de Setembro que, na Holanda (não é na Alemanha!) é obrigatório que os websites governamentais sejam acessíveis. Para tal, são obrigados a seguir, entre outras, directrizes como:
- empregar HTML 4.01 ou XHTML 1.0 válidos;
- empregar CSS com markup semântica, e separar a estrutura da apresetação;
- utilizar o W3C DOM;
- dar valores semânticos aos atributos
ideclass; - fornecer valores com significado adequado ao atributo
alt, em todas as imagens.
Outras directrizes interessantes passam por garantir um fallback adequado para os scripts quando estes não podem ser executados (JavaScript desactivado pelo cliente, p. ex.), e por oferecer sempre uma alternativa em formato aberto a toda a informação fornecida em formato proprietário.
Os sites novos são obrigados a cumprir logo à partida os requisitos, enquanto que os existentes têm até 2011 para o fazer — ano em que Portugal, most likely, ainda andará a brincar ao Playmobil® com a acessibilidade (ou seja, a fingir que é uma preocupação do faz-de-conta).
Nota à parte: enquanto escrevia este post, o Auto-save
(novidade no WordPress 2.1) salvou-me a vida.













9 Comments
Pode ser que um dia legislação semelhante seja aplicada no nosso país…
Ei posso sonhar não posso? :P
Ok, está corrigido. Obrigado pelo aviso.
Gostei da parte do Playmobil. É garantido!
Agora com licença que vou ali ao canto chicotear-me pelo erro grosseiro!
@José Carlos:
Não é assim tão grosseiro, ou pelo menos até é comum (Deutsch, Dutch, presta-se à confusão) ;)
Estava a brincar, claro! Até porque neste momento não tenho nenhuma cana de bambú em casa.
Sim, não será grosseiro. Descuido. Para a próxima tomo mais atenção. :)
Não digas a nenhum holandês que o confundiste com um alemão :-)
Olhe que há excepções… Digamos que onde trabalho estamos a cumprir a lei. ;)
Pena não especificarem DTDs stricts…
ui Dutch e Deutsch , never :P
por cá (Deutsch e não Dutch :-) ), a lei existe desde 2002 com transição obrigaória até 2005 dos websites estatais (com todo o "embróglio" de decisões orçamentais Bundesland vs Region vs Land que existe para tudo).
Pelo menos a preocupação real existe (e obviamente a oportunidade de negócio):
- anualmente tens os "Biene awards" (Barrier free Internet opens new insights) como forma de promover a acessibilidade.
- proliferam as empresas que se dedicam (dedicam) a testar a acessibilidade de websites (pseudo-consultoria-estratégica, dão palpite mas não fazem desenvolvimento)
- Ohne Barrieren In Internet Objetiv, um "web catalog" associado a uma dessas empresas, que pretende agrupar websites acessíveis,
- cursos e acções de formação acessíveis($$$) da organização Web for all e dirigidos à função do interveniente no desenvolvimento.
mas como em qualquer lado, o facto de existir uma lei, não quer dizer que seja cumprida a 100%, tal como vai accontecer na Holanda. "or else what?" Na olanda qual vai ser o período de transição?
"Na olanda qual vai ser o período de transição?"
olanda - Holanda :D e já re-li: 2011
A meu ver estas regras devem ter excepções. Basta analisar algumas das tecnologias mais usadas para desenvolvimento web enterprise (.net ou java (struts, etc.) e estas tecnologias dificultam o cumprimento de standards.
Eu estive num projecto durante mais de 1 ano, para o Ministério da Agricultura, que tem de seguir as normas europeias de acessibilidade mas que não consegui ser cumprido porque tinha uma funcionalidade que não podia ser implementada de forma acessível: marcação geográfica de vinhas em mapas, feita pelos produtores. Essa funcionalidade era fechada (implementada numa java applet) e não havia outra solução para aquele caso.
Todos perceberam que as regras não podem ser assim tão rígidas.
One Trackback
[...] conhece a lei portuguesa sobre o assunto? O João Craveiro já tinha escrito sobre o assunto e falou também da falta de rigor técnico na elaboração de sites portugueses. [...]